Mensagens engarrafadas
Aos que chegaram antes de mim, peço licença para integrar a comunidade do Bear Blog. Muito prazer em conhecê-los!
Recentemente tive a ideia de criar um blog para extravasar e criar um hábito de escrita, e este me pareceu um ótimo espaço para esse propósito. É simples, muito simpático e já estou super habituada com markdown. Mas a principal vantagem é a de promover a descoberta por outras (poucas) pessoas.
Vislumbrei um conceito para o blog que gira em torno justamente da ideia de que o que escrevo deve ser lido por alguém, ainda que eu não faça a menor ideia de que leitor seja esse. São como mensagens engarrafadas e jogadas ao mar: o emissor as escreve na esperança de que um dia sejam encontradas; os receptores as lêem curiosamente sem saber de onde vieram. Finalmente, as mensagens são transmitidas ao mundo, e é isso o que importa.

Acho a dinâmica que descrevi bem inspiradora e por isso decidi nomear o blog Garrafas ao mar. Evoca uma profundidade e incita um senso de aventura que eu quero experimentar por aqui.
Um detalhe importante a ser observado é que as mensagens engarrafadas jogadas ao mar dificilmente podem ser respondidas, afinal, é um verdadeiro milagre que sequer sejam lidas após uma travessia oceânica. Já as minhas mensagens engarrafadas em meio digital poderão ser respondidas muito facilmente; essa é a beleza da web. Qualquer troca será muito apreciada, de verdade!
Por fim, queria finalizar esse post inaugural (sim, eu preciso finalizar logo, me excedi na dedicação ao blog esta noite, socorro) os convidando a ouvir uma música que eu mesma não escutava há trocentos milhões de anos - Message in a Bottle da banda The Police.
Não foi ela que me inspirou - no caso, foi a minha inspiração que me levou até essa pedrada. O curioso é que me surpreendi com a letra, sobre a qual nunca tinha me debruçado, e identifiquei versos bem interessantes:
Andei por aí esta manhã, não acredito no que vi 100 bilhões de garrafas carregadas pela água até beira-mar Parece que não estou sozinho em estar sozinho 100 bilhões de náufragos, procurando por um lar
Somos muitos enviando mensagens engarrafadas por aí, buscando por um conforto, uma conexão, um reconhecimento de seja lá o que expressemos nessas garrafas.
E com essa me despeço, já grogue de sono e super orgulhosa de ter escrito esse texto a jato e publicado sem revisão. É assim que quero agir por aqui, de forma corajosa, despretensiosa. Quero me divertir.
Quer comentar algo? Envie uma mensagem no livro de visitas ou, melhor ainda, me escreva um e-mail. Será um prazer ler o que você tem a dizer!